sábado, 21 de janeiro de 2017

Bfachada

Gosto dos novos, que é como quem diz gosto muito da nova música portuguesa, nos novos talentos. E perdoem-me todos aqueles que não concordam comigo, mas a "crise" de 2011 trouxe-nos isso mesmo. O novo Portugal, o Portugal que gosta de si, que aprecia o que é feito por cá. Muitos são os nomes que me enchem de orgulho, "B fachada; Diabo na Cruz; Capicua; Cais Sodre Funk Connection; Noiserv; ...."


Vou conhecendo estes novos valores através da Antena 3, que me chega pelo rádio às 8.00 da manhã, no caminho para a escola. No outro dia ouvi um tema do B Fachada e como não podia deixar de ser, fui à procura. Fez-me lembrar os meus alunos... 


Tó Zé...













quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Adeus febre!

A febre já passou.

A febre deixa qualquer coração de mãe apertadinho. Começou sábado, ia e vinha 37...37,7. No domingo a febre manteve-se, mas chegou a tosse, e o ranho, muito ranho (desculpem-me os mais sensíveis). Na segunda-feira evoluiu e, à noite, já tínhamos 38,5. Ai o diabo a meter o rabo! Terça-feira de manhã 39! Bummm!!! E o coração de mãe bate desenfreadamente. O miúdo energético e bem disposto, que nunca se farta de fazer puzzles, ler histórias ou brincar aos touros, tem frio, pede um cobertor e quer ficar no sofá.
"Guilhermo! Guilhermo, vem bincá!" . "Não quero Madalena...". Quando vês o teu filho assim, maldizes as vezes que o mandaste estar quieto. Fazes tudo para que passe. "O que queres comer?" (Noutros dias seria, tudo o que se põe na mesa é bom para os meninos) "E se for, ovos dos piratas com areia da terra do nunca?" Que é como quem diz ovos com puré de batata e cenoura. "Pode ser mãe!" Direitinha para a cozinha! Hoje tem de sair os melhores ovos que alguém já comeu e o puré de batata mais cremoso, com a cenoura mais doce que consegui encontrar. Hoje a Madalena também se safa à sopa!
São assim os dias da febre. Felizmente já passou e amanhã já retorna à escola!





segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Um dia de chuva, e uma febre chata...

O tempo....

Nos Açores o tempo é assim, nunca sabemos o que vai acontecer. Alertas vermelhos que se transformam em dias de sol, e dias sem alerta que parece que o céu vai desabar. Hoje foi um deste dias, o alerta amarelo apareceu quando o dia já ia a meio. Chuva, vento, mais chuva e um cinzento feio, que escondeu o sol. Aliás, hoje o sol ficou a dormir, 8 minutos para uma viagem de 150 000 000 Km é muito longe.

Os miúdos estão constipados, ficou o Guilherme primeiro. A Madalena como copia tudo que o irmão faz, também nisso não foi excepção. Também está constipada! Tenho dois ranhosos em casa, por isso, ontem foi dia de filme, pipocas e lareira acesa. Ao fim da noite a febre veio fazer uma visita, 37,7. 

Hoje não houve escola para o Guilherme, nada como os mimos da avó Mina para curar qualquer constipação, e mandar a febre embora. 

Lembro de ficar doente em miúda. Ficava com a minha avó em casa, era tão bom. Fazia-me sempre uma açorda e deixava-me dormir o dia todo. Era especial, nós a duas, no sofá, contava-me histórias de antigamente. Falava-me da sua juventude, quando casou com o meu avô, o quanto trabalhou, os bordados que fez, as dificuldades por que passou. Falava-me do sismo, do medo, da fome, da miséria. A felicidade nos bodos, as novenas, o cheiro das faias no S. João. E eu perguntava, perguntava, ávida de respostas.



terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Rapariga no comboio

Adoro ler!

Em miúda passava noites inteiras, acordada. “Andreia, vai dormir!” Ouvi tantas vezes essas palavras… Perdia a noção do tempo e ficava acordada, em tempo de aulas, até às duas da manhã. 
A vida mudou! Não foram os filhos, nem as noites mal dormidas, nem as mil tarefas que tenho de fazer todos os dias. Foi o telemóvel, a internet, o Facebook, o Pinterest, o Instagram, o Tweeter, os jogos viciantes. Todos eles me roubaram a página de um livro. Não lia um livro há um ano. Noutros tempos seria impossível! Mesmo na faculdade, o capítulo de um livro vinha sempre antes do início do estudo de qualquer coisa. 
Eliminei os jogos, reduzi a utilização das redes sociais e escolhi quatro livros da estante. O primeiro a ser devorado foi-me emprestado. A rapariga dos comboios. Não é meu hábito pedir livros emprestados, até porque depois de os ler, também faço parte da história. São pedaços da semana. Estão associados a um tempo. E este livro estará sempre associado ao Natal de 2016. Em quatro dias estava pronto, tal era a fome de ler.
Não vou fazer nenhuma crítica, até por não estou habilitada para isso. Gostei, apenas isso! Leve, fresco e cheio de suspense.


segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Ano Novo, Vida Nova....

Mais um ano, 2017!

O Guilherme fez 4 anos, a Madalena não tarda faz 2 anos e a vida não pára. Sempre a correr para um sitio que nem sei bem onde fica. O blog esteve parado, foram tempos difíceis de muito trabalho. O ano começou mais calmo, mais disponível, com mais tempo para as pequenas coisas, espero que se mantenha assim.

Eu, envelheci, durante este período senti-me muito cansada. Exausta.

Mas com o ano novo, espero coisas novas. Uma esperança nova, renovada, novos abraços, novos projectos. Quero tudo novo a estrear, com o mesmo amor, a mesma união, a mesma família e os mesmos sorrisos.

Este ano nasce um novo bebé... (a nossa casa !)




quarta-feira, 10 de junho de 2015

Fim de semana... Parte II - O papagaio

A "Bibia", tinha oferecido um papagaio de papel ao Guilherme, e estávamos mortinhos para o ir lançar! Sábado foi o dia! Aproveitamos e tiramos o bolor ao antigo papagaio do pai, que há anos não saia do armário, acho que nem o Guilherme era nascido a última vez que o fomos lançar na praia. Desta vez não fomos tão longe, foi mesmo ali no quintal do avô! A erva tinha sido acabada de cortar, e o vento soprava uma brisa esperta. Condições ideais
Se calhar, condições demasiado ideais, o papagaio do Guilherme fugiu-lhe da mão e acabou enrolado num fio de electricidade! Não o conseguimos reaver...
A tristeza passou rápido e adorou ver o papagaio do pai voar!













terça-feira, 9 de junho de 2015

Fim de semana ... Parte I - Livreiro de Santiago

 O fim-de-semana é sempre um tempo diferente! Tem outro aroma! É quase obrigatório fazer algo cultural, enriquecedor do espirito e da mente. O Bruno tinha conseguido ir à estreia em Lisboa aquando de uma das atuações dos Myrica Faya, e eu tinha imensa curiosidade para ver o "Livreiro de Santiago". Quando soube que iam apresentar o filme cá, não quis perder a hipótese de o ver.
Ainda não consegui tirar leite, acho que ainda não tenho disponibilidade mental para o fazer. A verdade é que ainda não me refiz das tentativas frustradas de quando o Guilherme era bebé, e tenho medo de voltar a fracassar. Por isso, tenho sempre só três horas estar longe de casa. Ando sempre a correr, sempre com a miúda no pensamento não vá a garota lembrar-se de ter fome mais cedo. Mas arrisquei e lá fui eu, (vi)ver a história de um emigrante do Corvo. Zeca Medeiros ao mais alto nível, um homem envolto em nevoeiro, que transporta consigo a mística daqueles que tem o condão de serem autênticos, genuínos, de criarem uma forma única de ser e de estar. Manuel Carlos Jorge Nascimento a história de um amante de livros que conseguiu ver o que de melhor se fez na literatura chilena, um homem que aprendeu a ler duas vezes, um homem do Corvo!