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terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Rapariga no comboio

Adoro ler!

Em miúda passava noites inteiras, acordada. “Andreia, vai dormir!” Ouvi tantas vezes essas palavras… Perdia a noção do tempo e ficava acordada, em tempo de aulas, até às duas da manhã. 
A vida mudou! Não foram os filhos, nem as noites mal dormidas, nem as mil tarefas que tenho de fazer todos os dias. Foi o telemóvel, a internet, o Facebook, o Pinterest, o Instagram, o Tweeter, os jogos viciantes. Todos eles me roubaram a página de um livro. Não lia um livro há um ano. Noutros tempos seria impossível! Mesmo na faculdade, o capítulo de um livro vinha sempre antes do início do estudo de qualquer coisa. 
Eliminei os jogos, reduzi a utilização das redes sociais e escolhi quatro livros da estante. O primeiro a ser devorado foi-me emprestado. A rapariga dos comboios. Não é meu hábito pedir livros emprestados, até porque depois de os ler, também faço parte da história. São pedaços da semana. Estão associados a um tempo. E este livro estará sempre associado ao Natal de 2016. Em quatro dias estava pronto, tal era a fome de ler.
Não vou fazer nenhuma crítica, até por não estou habilitada para isso. Gostei, apenas isso! Leve, fresco e cheio de suspense.


domingo, 27 de abril de 2014

Dentro do segredo

Gosto muito de ler. Sempre vivi rodeada por livros. As estantes lá de casa enchiam-se dos mais diversos temas. Enciclopédias, manuais de bricolage, literatura clássica, livros infantis, poesia, romances, livros religiosos, científicos, etc. Havia para todos os gostos. Todas as noites ouvia meu pai a resmungar, "Apaga a luz, já leste o suficiente! Amanhã vou-te chamar cedo!" Era um vício. A forma que eu arranjei de sair de casa, correr mundo, e conhecer novas realidades.
Entretanto a vida mudou, o Guilherme nasceu. O cansaço noturno aumentou e a energia já não é a mesma. Mas, consegui ler o último de José Luis Peixoto num tempo record de duas semanas. Há já algum tempo que isso não me acontecia. Adorei a obra! Durante duas semanas refugiei-me na Coreia do Norte. Conheci a falta de liberdade, a encenação para estrangeiro ver, a pobreza. Com uma escrita simples, que se entranha.


quarta-feira, 23 de abril de 2014

Dia do Livro...

Amanhã, faz uma semana que o meu escritor favorito morreu. Gabriel Garcia Marques, Gabo!
Hoje é Dia Mundial do Livro. Os livros  são janelas que nos transportam para outra realidade, outros países, outros mundos. Gabriel tinha mundo só dele. Frequentemente, convidava os leitores a lá entrarem, e a maravilharem-se. 
O primeiro livro que li do Gabriel, foi "Os cem anos de solidão". É indescritível a sede com que bebi toda a história, o final deixou-me de boca seca, perplexa!
No "Amor em tempos de cólera"  chorei tanto. Como era possível conceber-se um amor assim. Na "Memoria das minha Lutas tristes", conheci o homem em toda a sua plenitude e  fragilidade da existência. Li tantos outros, "Ninguém escreve ao coronel", "Crónica de uma morte anunciada", "Relato de um náufrago"... Um obra imensa, genial! Para mim ninguém se lhe compara.
Falar de Livros é falar de Gabriel ... Sonhem.... Viajem .... Leiam!

 
 
 
 
 
 

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Véspera de fim de semana....

E que semana!
Há já algum tempo, que tenho o Universo a conspirar contra mim, se não tenho, pelo menos parece! Os problemas surgem como cogumelos, e tal como cogumelos alimentam se das minhas horas de sono, do meu sistema nervoso, do meu pensamento em constante agitação. Compete-me a mim, e só a mim fazer com que os problemas se resolvam, e que não me massacrem tanto.
Mas é véspera de fim de semana, e uma promessa em conjunto, diz que da porta da nossa casa para dentro, só pode haver coisas boas. Sorrisos, beijinhos, alegria, brincadeiras, as tétés ( todos os livro que o Guilherme encontra são as tétés!), sentimentos bons, aqueles que nos enchem a alma e nos fazem sorrir.
Hoje foi mesmo um daqueles dias de cão!
Mas, sexta feira é dia de não comer sopa ao jantar! Por isso, nada como utilizar uns coentros que estavam abandonados no frigorífico, e fazer uma açorda!
 

O livro preferido do Guilherme....

O jantar...
 

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Ukuhamba


Adoro ler! Ultimamente, o tempo parece que foge entre os dedos. Tenho um livro na minha mesinha de cabeceira,  que pretendo acabar em breve,  já está quase. 

Há algum tempo, o supermercado fez um mega desconto numa série de livros, 50%, e como não podia deixar de ser aproveitei. Trouxe para casa um exemplar de UKUHAMBA, a "viagem" em dialecto Zulu. África sempre foi uma terra que me fascinou, misteriosa, quente, serena. O máximo que conheço de terras africanas é mesmo o vizinho Marrocos, e mesmo assim não sei se Ceuta e arredores contam. 

Ontem fui buscá-lo, pareceu bem uma viagem antes de adormecer. A noite estava fria, o Bruno não estava em casa, eramos só nós, eu, o Guilherme e as memórias do Miguel Sousa Tavares. Sentei-me no sofá com o rebento no colo, e o livro aberto, fui lendo em voz alta. Um cenário idílico, mas a realidade é que o meu filho tem 15 meses, e ficar quieto mais do que 5 minutos no mesmo sitio é impossível. Li duas páginas, nem sei se tanto !!!
 
Fiz nova tentativa, agora já estava eu na cama. Não consegui parar de ler. É um relato intensivo da viagem, que o autor e o filho fizeram. Repleto de detalhes que aguçam os sentidos. O Miguel Sousa Tavares é um escritor fantástico, adoro a sua escrita, a forma como nos leva de "viagem" pelo seu universo.



terça-feira, 23 de abril de 2013

Gabriela, o livro ...

Parece mentira mas é verdade,  levei seis meses a ler um livro.... não consigo adormecer em condições se não ler meia dúzia de páginas, mas depois do Guilherme nascer, os olhos teimam em fechar e o sono não me larga. 
A novela foi o mote, já o tinha comprado à algum tempo, mas como sou um compradora de livros compulsiva, demoro sempre a dar vasão às minhas compras. Tal como a novela o livro não desilude, muito pelo contrário, acho que foca ainda mais a sociedade, todos os seus meandros e complexidades. E claro a Gabriela mantém a sua simplicidade, sim porque a verdade é que somos nós que complicamos as coisas.