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quinta-feira, 15 de maio de 2014

A primavera

No ano passado, os morangos vieram tardios, em Agosto. Este ano não! Estão lindos. O tempo tem estado bom, quente. Já cheira a Verão, a saladas, a fruta fresca.
Para o final do ano letivo falta um mês. Mas já se fala, à boca pequena, em idas a banhos. Que venham as férias que estamos preparados!!!!!
 





 


 

 


 

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Diário de Bordo - Dia 5

O último dia útil da viagem, e ainda tanto para ver. Primeira paragem, loiça da Lagoa! O bule para a coleção não podia faltar.
Segundo destino, a Rocha da Relva! Um sitio lindíssimo, a lembrar a calma e o sossego das fajãs de S.Jorge! Por momentos, estava na Fajã de Sto. Cristo rodeada de verde e de mar. Um dos meus sítios preferido ao cimo da Terra.









Esta paisagem está a dez minutos de Ponta Delgada. Sem estrada, sem eletricidade, apenas um carreiro que serpenteia a encosta. Quarenta minutos a descer, e uma hora a subir. Uma dúzia  de casas permanecem paradas no tempo. Alheias a tudo o que  se passa à sua volta, não muito longe dali.
O resto do dia permaneci pensativa. Como é possível que a vivência destes dois mundos totalmente ímpares co-habitem. Em todos os trilhos que fiz só encontrei estrangeiros. De países de leste, da Europa Central, nenhum deles Português, nem Açoriano. No centro comercial não vi nenhum estrangeiro. Ainda hoje continuo assustada. 
Qual será o futuro dos Açores?

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Diário de Bordo - Dia 4

Domingo! O dia do ócio....
O tempo continua incerto. Hoje foi o dia da Lagoa do Fogo. Mas novidades das novidades, estava a chover! Tiramos umas fotos, sempre na esperança que o tempo melhorasse. Nada! Tivemos que desistir. O meu avó dizia um ditado que se adequa à situação: " Com sol não te poupes, com chuva não me mates".
 



Seguimos viagem rumo á Ribeira Grande, passando pela Caldeira Velha.
Desilusão, o recinto está fechado, e agora só a pagar. Aliás, tudo se paga, Terra Nostra, Caldeira Velha, Poça da Beija.... enfim.
Não paramos!
Os licores da Mulher de Capote, era o próximo alvo! Fechado! Estamos com azar. Bem tristezas não enchem barriga, hora de almoçar. E nada como, o famoso bife do restaurante da Associação Agrícola de S.Miguel. Uma maravilha!
De barriga cheia, tínhamos a lagoa de S.Brás à espera.
 
 
 
A chuva não dava tréguas. Ponta do Cintrão, próxima paragem.
 
 
Um milhafre a aproveitar as correntes vindas do mar, brincava ao vento...
 
 
Regressamos a casa com a sensação, que hoje, o tempo foi-nos padrasto. E que mais não pudemos fazer. Amanhã é outro dia!

domingo, 13 de abril de 2014

Diário de Bordo - Dia 3

Hoje é dia do chá. Sou grande apreciadora desta bebida. A meu ver, dá-se pouco valor ao facto de termos o único lugar da Europa onde se produz chá. O Orange Pekoe da Gorreana é o meu preferido. Chá preto produzido com as folhas mais jovens, o mais aromático.
O tempo estava teimoso, a chuva miudinha não nos largava. Visitamos o museu, Tiramos umas fotografias, sempre com o desejo de que o tempo melhorasse. Mas isso não aconteceu! Fomos mais teimosos que a chuva, e metemos pé ao caminho. Meia hora depois de começarmos a subir a encosta, estávamos todo encharcados. Tivemos que desistir. O trilho é muito bonito. Será que a planta do chá vingaria na Terceira?
Conheço pouco o Japão, hoje a plantação da Gorreana fez-me lembrar as fotografias das paisagens nipónicas. Consta que o povo do sol nascente é de contrastes, capaz do melhor e do pior. Conheço o Japão do Haruki Murakami. Sou grande fã da sua escrita!
Plano número um, falhou!
 






Plano número dois, Lagoa do Congro! Tinha pouca informação sobre o lugar. Constava que era de difícil acesso para os carros, que era necessário um Jipe. Tínhamos apenas o Toyota Yaris do aluguer. Fomos na mesma. Deixamos o carro na entrada e metemos os pés ao caminho.
O acesso é simples, para um bom calçado. Um carreiro sinuoso, com algumas árvores caídas, cursos de água. No guia falava na lagoa mais virgem de todas, devido ao difícil acesso. Bem, se para o guia virgem são azálias, roca de velhas e camélias, sim o sitio é virgem. O mais provável é terem sido os animais a trazer as semente das espécies não endémicas. Pormenores à parte. A lagoa é muito bonita! Simples, com uma paz muito grande.

 
 
Ainda é cedo....
E que tal, um saltinho até as Sete Cidade!
As Sete Cidades estão ligadas à série Xailes Negros, que acompanhou a minha infância. As lagoas bucólicas, das lendas, e do imaginário. Apesar de serem detentoras de uma beleza inigualável, a freguesia é embebida por uma espécie de aura melancólica. As pessoas vestem roupas escuras, as casas são todas semelhantes, parecem que pararam no tempo.
Passamos algum tempo a observar a lagoa. Com dezanove metros de profundidade, é cativante. Enfeitiça qualquer um que se demora ao seu lado. Havia por alias uns rapazes, que aproveitavam para por as velas ao vento.
 
 

 
Acabamos o dia de novo em Ponta Delgada, na Igreja da Mãe de Deus...
 

 


sexta-feira, 11 de abril de 2014

Diáro de Bordo - Dia 2

Hoje é dia das Furnas...
O tempo parece não dar tréguas, muito nublado, com cara de chuva. Mas lá se aguentou e acabou  por não chover.
Trilho das Furnas. Começamos no centro da vila. Subimos até à lagoa, e fizemos todo o percurso ao longo da margem. Regressamos à vila pelo mesmo caminho.
Gosto muito deste lugar. Faz-me olhar com olhos de ver, os olhos que tomam consciência do quão bonito é o sitio onde vivemos. A paz que emana destas matas, é difícil de obter em outro lugar do mundo. A vegetação é fantástica. Um verde impar. A ruralidade contratante com o ambiente citadino de Ponta Delgada. Dentro da mesma ilha, tenho ilhas completamente diferentes. Ilhas com romeiros, com pessoas simples, com carroças carregada com bilhas de leite, e centros comerciais com os últimos gritos da moda. É como se a cidade e o interior fossem vizinhos. Confesso que essa dicotomia é estranha, não consigo digeri-la. Lisboa e Alentejo a 3 minutos de caminho.
Olho as avenidas novas cheias de apartamentos e lojas. E depois, sinto as Furnas, com as suas cascatas, as nascentes férreas, fumarolas, lindos inhames, bolos lêvedos. Afinal, quem somos nós! A qual dos dois mundos pertencemos? A verdade é que muitas das espécies presentes nas Furnas são estrangeiras, camélias, hibiscos, azálias.... Será que também as Furnas anseiam o estrangeirismo?
 
 










 
Voltando de novo à estrada,  nada  como terminar a tarde de molho na piscina maravilhosa do parque Terra Nostra.
 
 
 Depois de duas horas de molho, lá saímos da piscina e rumamos ao hotel. Duche. Esperava-nos um concerto de Pergolesi pelo Coral de S.José. Muito Bom!
 
 

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Diário de Bordo- Dia 1

Sempre que viajo, escrevo. Tenho inúmeros cadernos com bilhetes de avião, de comboio, entradas em museus, espetáculos, postais, etc. Sempre com uma descrição dos acontecimentos nos sítios onde fui passando. Desta vez o blog vai ser o lugar do registo. Amo os meus cadernos, os pormenores que anoto fazem-me sempre sorrir quando releio as anotações.
Esta viagem é especial. Estou muito cansada e preciso mesmo de arejar as ideias. Preciso dela, aliás precisamos dela! O tempo parece que nos foge. E chego ao cúmulo de ter saudades do Bruno...  isto vivendo na mesma casa !
Conheço bem S.Miguel, mas desta vez quero andar a pé. Já temos uns trilhos que queremos fazer. Mas hoje,  foi dia de rever Ponta Delgada, by foot! Museu Carlos Machado foi a primeira paragem. Está em obras. A coleção de arte contemporânea está alojada no núcleo de Santa Bárbara. Quando lá chegamos estava quase fechado, tinham as luzes desligadas para poupar energia, o que eu acho muito bem! Espere! Acho bem o facto de se preocuparem com os gastos de energia, acho mal é que um museu fantástico com obras de excelência a nível europeu, não tenha ninguém a visitá-lo. Já conhecia o museu, mas foi de bom grado que voltei. Só tive pena não poder rever as coleções de Zoologia, Botânica, Geologia e Mineralogia. Fantásticas! Mas a pintura de Domingos Rebelo e a escultura de Canto da Maia são sempre impressionantes!
 

 
 
 
 
 
Seguimos viagem rumo aos jardins da universidade. Um jardim muito bonito. Alunos no relvado a apanhar sol. Confesso que relembrei um pouco os tempos do jardins do Campo Grande, e a preguiça do fim de tarde.
 
 
 
Descemos até a avenida, passando pelo mercado, a loja do queijo com o seu cheiro característico, Igreja Matriz, Portas da Cidade... o giro do costume!
 
 
 
 
 
 
 
 
Encontrei pelo caminho uma preciosidade....
 
 
Bem o parquímetro estava a terminar, temos que regressar...