quarta-feira, 10 de junho de 2015

Fim de semana... Parte II - O papagaio

A "Bibia", tinha oferecido um papagaio de papel ao Guilherme, e estávamos mortinhos para o ir lançar! Sábado foi o dia! Aproveitamos e tiramos o bolor ao antigo papagaio do pai, que há anos não saia do armário, acho que nem o Guilherme era nascido a última vez que o fomos lançar na praia. Desta vez não fomos tão longe, foi mesmo ali no quintal do avô! A erva tinha sido acabada de cortar, e o vento soprava uma brisa esperta. Condições ideais
Se calhar, condições demasiado ideais, o papagaio do Guilherme fugiu-lhe da mão e acabou enrolado num fio de electricidade! Não o conseguimos reaver...
A tristeza passou rápido e adorou ver o papagaio do pai voar!













terça-feira, 9 de junho de 2015

Fim de semana ... Parte I - Livreiro de Santiago

 O fim-de-semana é sempre um tempo diferente! Tem outro aroma! É quase obrigatório fazer algo cultural, enriquecedor do espirito e da mente. O Bruno tinha conseguido ir à estreia em Lisboa aquando de uma das atuações dos Myrica Faya, e eu tinha imensa curiosidade para ver o "Livreiro de Santiago". Quando soube que iam apresentar o filme cá, não quis perder a hipótese de o ver.
Ainda não consegui tirar leite, acho que ainda não tenho disponibilidade mental para o fazer. A verdade é que ainda não me refiz das tentativas frustradas de quando o Guilherme era bebé, e tenho medo de voltar a fracassar. Por isso, tenho sempre só três horas estar longe de casa. Ando sempre a correr, sempre com a miúda no pensamento não vá a garota lembrar-se de ter fome mais cedo. Mas arrisquei e lá fui eu, (vi)ver a história de um emigrante do Corvo. Zeca Medeiros ao mais alto nível, um homem envolto em nevoeiro, que transporta consigo a mística daqueles que tem o condão de serem autênticos, genuínos, de criarem uma forma única de ser e de estar. Manuel Carlos Jorge Nascimento a história de um amante de livros que conseguiu ver o que de melhor se fez na literatura chilena, um homem que aprendeu a ler duas vezes, um homem do Corvo!

sábado, 28 de março de 2015

A Terra é que nos cria

" A terra é que nos cria" foi uma das expressões que acompanhou a minha infância. Lembro-me de ouvir esse ditado desde sempre. Brincava na terra com naturalidade, valia tudo, rios de lama,  fazia sopa com os tachos de barro que herdara já não me lembro de quem, regava as plantas, fazíamos construções com uma carrinha amarela do meu irmão, enfim boas recordações. Quando cresci, uma tarde na terra era sinônimo de trabalho, sachar batatas, milho, feijão, fazer sementeira, mondar o que quer que fosse, havia sempre muito a fazer num solo rico. A produção era abundante, mas as ervas daninhas também.

Tenho boas recordações dessa altura. O Guilherme tem dois anos, e o que mais gosta é " pá rua mãe", brincar ao ar livre. Todos os dias chateamos as galinhas à procura de ovos, coitadas têm pouco descanso, visitamos as cabras do vizinho, o galinheiro e os bezerros da Mina " sra Hermínia", e claro vamos para a terra, regar as sementes. Este foi o primeiro ano que o Guilherme ajudou com as sementeiras, estava muito entusiasmo, queria pôr sementes em todo lado. O milho foi o seu preferido, aliás o milho é rei, serve para as galinhas, perus e patos, serve para semear, e serve para ele comer. Só o facto de comer o mesmo que as galinhas acha o máximo. Foi uma manhã muito bem passada. Foi bom deixar uma sementinha nele.





domingo, 15 de março de 2015

35 anos

Ando sempre atrasada! Já fiz anos há dias e só agora publico o registo do dia.  Sorriso diz tudo!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

A dinamarca

Eram cinco da manhã quando vi este vídeo! Não sei se pelo adiantado da hora, se pelo cansaço, muito do que foi aqui dito fez todo o sentido. O que me ficou mais no ouvido foi o porquê do país mais feliz da Europa, ser o menos religioso? Ou a possibilidade de podermos escolher o emprego por aquilo que gostamos de fazer, e não pela renumeração, Uma vez que todos ganham o mesmo? Um povo que não fica à espera de entidades superiores para resolver os seus problemas. Que em caso de desemprego não fica sem trabalho mais que quatro semanas. Cada catorze crianças, tem quatro adultos para cuidarem delas. Todos pagam mais de cinquenta por cento do seu ordenado em impostos sem refilar. As crianças são ensinadas a não abusar do sistema.
Era bom sonhar com um Portugal assim, temos muito que mudar, e o primeiro passo é mudar mentalidades. Acabar com o "chico espertismo" e educar as pessoas de como viver em sociedade, a importância dos seus direitos e dos seus deveres.
Vale a pena ver !







sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Já Nasceu....

Veio antes tempo, às 38 semanas! As gravidezes nunca são iguais, os filhos nunca são iguais. Cada minuto que passa, esta verdade está cada vez mais está presente. Nem vale a pena comparar! Há que usufruir de cada momento! Assim deixamos que o agradável aroma da novidade se faça sentir em pleno! Devia ter nascido dia 3 de Fevereiro, chegou a 24 de Janeiro, dia dos anos do primo Diogo! Já tem uma semana e meia e parece que sempre cá esteve, que sempre fez parte de algo maior.
O Guilherme é o seu maior protetor, está sempre a pedir para colocá-la no colo. Até agora os ciúmes que todos diziam que ele iria sentir não apareceram, diz que a bebé é dele, e quer mostra-la a todos. Tenho dois bebés cá em casa, e é muito bom. Acredito que foi mesmo a melhor opção, apesar de tudo o que me disseram, tê-los assim tão próximos.
Nasceu com 4,440 kg e 52 cm. Segundo a enfermeira parteira já veio criada, eu já sabia que iria ser assim, dei graças por ter vindo mais cedo, porque mais duas semanas estou convencida que iria aos 5 kg e iria ser complicado o parto. Assim pode ser parto normal, sem ventosa nem epidural.  É uma boneca muito redondinha. Ando bêbada de amor, um amor de quem passa horas a olhar o seu bebé a dormir, a comer, ou mesmo a fazer as caretas que só os recém nascidos sabem fazer. Quero muito fazê-la feliz!