segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Um dia de chuva, e uma febre chata...

O tempo....

Nos Açores o tempo é assim, nunca sabemos o que vai acontecer. Alertas vermelhos que se transformam em dias de sol, e dias sem alerta que parece que o céu vai desabar. Hoje foi um deste dias, o alerta amarelo apareceu quando o dia já ia a meio. Chuva, vento, mais chuva e um cinzento feio, que escondeu o sol. Aliás, hoje o sol ficou a dormir, 8 minutos para uma viagem de 150 000 000 Km é muito longe.

Os miúdos estão constipados, ficou o Guilherme primeiro. A Madalena como copia tudo que o irmão faz, também nisso não foi excepção. Também está constipada! Tenho dois ranhosos em casa, por isso, ontem foi dia de filme, pipocas e lareira acesa. Ao fim da noite a febre veio fazer uma visita, 37,7. 

Hoje não houve escola para o Guilherme, nada como os mimos da avó Mina para curar qualquer constipação, e mandar a febre embora. 

Lembro de ficar doente em miúda. Ficava com a minha avó em casa, era tão bom. Fazia-me sempre uma açorda e deixava-me dormir o dia todo. Era especial, nós a duas, no sofá, contava-me histórias de antigamente. Falava-me da sua juventude, quando casou com o meu avô, o quanto trabalhou, os bordados que fez, as dificuldades por que passou. Falava-me do sismo, do medo, da fome, da miséria. A felicidade nos bodos, as novenas, o cheiro das faias no S. João. E eu perguntava, perguntava, ávida de respostas.



terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Rapariga no comboio

Adoro ler!

Em miúda passava noites inteiras, acordada. “Andreia, vai dormir!” Ouvi tantas vezes essas palavras… Perdia a noção do tempo e ficava acordada, em tempo de aulas, até às duas da manhã. 
A vida mudou! Não foram os filhos, nem as noites mal dormidas, nem as mil tarefas que tenho de fazer todos os dias. Foi o telemóvel, a internet, o Facebook, o Pinterest, o Instagram, o Tweeter, os jogos viciantes. Todos eles me roubaram a página de um livro. Não lia um livro há um ano. Noutros tempos seria impossível! Mesmo na faculdade, o capítulo de um livro vinha sempre antes do início do estudo de qualquer coisa. 
Eliminei os jogos, reduzi a utilização das redes sociais e escolhi quatro livros da estante. O primeiro a ser devorado foi-me emprestado. A rapariga dos comboios. Não é meu hábito pedir livros emprestados, até porque depois de os ler, também faço parte da história. São pedaços da semana. Estão associados a um tempo. E este livro estará sempre associado ao Natal de 2016. Em quatro dias estava pronto, tal era a fome de ler.
Não vou fazer nenhuma crítica, até por não estou habilitada para isso. Gostei, apenas isso! Leve, fresco e cheio de suspense.


segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Ano Novo, Vida Nova....

Mais um ano, 2017!

O Guilherme fez 4 anos, a Madalena não tarda faz 2 anos e a vida não pára. Sempre a correr para um sitio que nem sei bem onde fica. O blog esteve parado, foram tempos difíceis de muito trabalho. O ano começou mais calmo, mais disponível, com mais tempo para as pequenas coisas, espero que se mantenha assim.

Eu, envelheci, durante este período senti-me muito cansada. Exausta.

Mas com o ano novo, espero coisas novas. Uma esperança nova, renovada, novos abraços, novos projectos. Quero tudo novo a estrear, com o mesmo amor, a mesma união, a mesma família e os mesmos sorrisos.

Este ano nasce um novo bebé... (a nossa casa !)




quarta-feira, 10 de junho de 2015

Fim de semana... Parte II - O papagaio

A "Bibia", tinha oferecido um papagaio de papel ao Guilherme, e estávamos mortinhos para o ir lançar! Sábado foi o dia! Aproveitamos e tiramos o bolor ao antigo papagaio do pai, que há anos não saia do armário, acho que nem o Guilherme era nascido a última vez que o fomos lançar na praia. Desta vez não fomos tão longe, foi mesmo ali no quintal do avô! A erva tinha sido acabada de cortar, e o vento soprava uma brisa esperta. Condições ideais
Se calhar, condições demasiado ideais, o papagaio do Guilherme fugiu-lhe da mão e acabou enrolado num fio de electricidade! Não o conseguimos reaver...
A tristeza passou rápido e adorou ver o papagaio do pai voar!













terça-feira, 9 de junho de 2015

Fim de semana ... Parte I - Livreiro de Santiago

 O fim-de-semana é sempre um tempo diferente! Tem outro aroma! É quase obrigatório fazer algo cultural, enriquecedor do espirito e da mente. O Bruno tinha conseguido ir à estreia em Lisboa aquando de uma das atuações dos Myrica Faya, e eu tinha imensa curiosidade para ver o "Livreiro de Santiago". Quando soube que iam apresentar o filme cá, não quis perder a hipótese de o ver.
Ainda não consegui tirar leite, acho que ainda não tenho disponibilidade mental para o fazer. A verdade é que ainda não me refiz das tentativas frustradas de quando o Guilherme era bebé, e tenho medo de voltar a fracassar. Por isso, tenho sempre só três horas estar longe de casa. Ando sempre a correr, sempre com a miúda no pensamento não vá a garota lembrar-se de ter fome mais cedo. Mas arrisquei e lá fui eu, (vi)ver a história de um emigrante do Corvo. Zeca Medeiros ao mais alto nível, um homem envolto em nevoeiro, que transporta consigo a mística daqueles que tem o condão de serem autênticos, genuínos, de criarem uma forma única de ser e de estar. Manuel Carlos Jorge Nascimento a história de um amante de livros que conseguiu ver o que de melhor se fez na literatura chilena, um homem que aprendeu a ler duas vezes, um homem do Corvo!

sábado, 28 de março de 2015

A Terra é que nos cria

" A terra é que nos cria" foi uma das expressões que acompanhou a minha infância. Lembro-me de ouvir esse ditado desde sempre. Brincava na terra com naturalidade, valia tudo, rios de lama,  fazia sopa com os tachos de barro que herdara já não me lembro de quem, regava as plantas, fazíamos construções com uma carrinha amarela do meu irmão, enfim boas recordações. Quando cresci, uma tarde na terra era sinônimo de trabalho, sachar batatas, milho, feijão, fazer sementeira, mondar o que quer que fosse, havia sempre muito a fazer num solo rico. A produção era abundante, mas as ervas daninhas também.

Tenho boas recordações dessa altura. O Guilherme tem dois anos, e o que mais gosta é " pá rua mãe", brincar ao ar livre. Todos os dias chateamos as galinhas à procura de ovos, coitadas têm pouco descanso, visitamos as cabras do vizinho, o galinheiro e os bezerros da Mina " sra Hermínia", e claro vamos para a terra, regar as sementes. Este foi o primeiro ano que o Guilherme ajudou com as sementeiras, estava muito entusiasmo, queria pôr sementes em todo lado. O milho foi o seu preferido, aliás o milho é rei, serve para as galinhas, perus e patos, serve para semear, e serve para ele comer. Só o facto de comer o mesmo que as galinhas acha o máximo. Foi uma manhã muito bem passada. Foi bom deixar uma sementinha nele.





domingo, 15 de março de 2015

35 anos

Ando sempre atrasada! Já fiz anos há dias e só agora publico o registo do dia.  Sorriso diz tudo!